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Prognóstico para 16/10 até 18/10

A tabela abaixo mostra a probabilidade de ocorrência de flares solares de classe M e X nos próximos 3 dias.

FLARE24 h48 h72 h
CLASSE M01%01%01%
CLASSE X01%01%01%
Dados Atuais - 16:33 UTC
A velocidade do vento solar medida pelo satélite SOHO é de 347 km/s. O número de manchas solares informado é de 14 para um fluxo solar de 66.

A imagem acima, transmitida pelo satélite SOHO mostra a coroa solar vista através do coronógrafo de ângulo largo, LASCO C3. Nesta imagem é possível acompanhar os flares solares, acompanhados de ejeções de massa coronal. Estrelas e planetas também podem ser vistos na imagem.



Previsão para 16/10 até 18/10

A tabela a seguir mostra a previsão de ocorrência de tempestades geomagnéticas nas latitudes médias e altas nas próximas 72 horas.

INTENSIDADELatitudes MédiasLatitudes Altas
24 h48 h72 h24 h48 h72 h
ATIVA10%10%10%10%10%10%
MENOR01%01%01%01%01%01%
MAIOR01%01%01%05%05%05%


Flare Solar
Flare ou rajada solar é uma explosão que acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada.

Os "flares" produzem uma enorme emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético, e se propaga desde a região das ondas de rádio até a região dos raios X e raios gama.
Como conseqüência desse flares temos as chamadas Ejeções de Massa Coronal, enormes bolhas de gases ionizados com até 10 bilhões de toneladas, que são lançadas no espaço a velocidades que superam a marca de um milhão de quilômetros por hora.

Nesta velocidade, as partículas ejetadas levam aproximadamente três dias para cruzar os 150 milhões de quilômetros que separam o Sol do nosso planeta.

Quando observadas dentro do espectro de raios-x, que vai de 1 a 8 Angstroms, produzem um intenso brilho ou clarão. A intensidade desse clarão (ou flare) permite classificar o fenômeno.

Os flares de Classe X são intensos e durante os eventos de maior atividade podem provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias.

As rajadas da Classe M são de tamanho médio e também causam blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares. Tempestades menores muitas vezes seguem as rajadas de clase M.

Por fim existem as rajadas de Classe C, fracas e e pouco perceptíveis aqui na Terra.


Tempestades geomagnéticas
A maior parte das partículas altamente carregadas, que foram ejetadas pelo Sol, são desviadas quando chegam próximas à magnetosfera da Terra. No entanto, parte dela consegue furar o bloqueio e atinge as camadas superiores da atmosfera.

Na atmosfera superior as partículas se chocam com os átomos de oxigênio e nitrogênio e produzem radiação no comprimento de onda da luz visível e que são atraídas aos polos pelo campo magnético do planeta.

Esse efeito luminoso é chamado de Aurora (foto ao lado).

Quanto maior a atividade solar, mais intensas são as auroras, que recebem o nome de boreais quando ocorrem próximas ao polo norte e austrais quando se dão próximas ao pólo sul.

Normalmente as Auroras ocorrem próximas a 60 km de altitude



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