Ciência e Tecnologia na Fronteira do Espaço




Espaço para Todos: Ciência e tecnologia na fronteira do espaço


O que esperar?
Chegar a 34 mil ou 35 mil metros não é uma tarefa tão simples quanto parece e está diretamente ligada ao tipo de balão científico usado. Conforme o balão sobe, a pressão atmosférica sobre ele diminui, fazendo com que ele fique cada vez maior e mais inchado, até que se rompe, explodindo.

Quanto melhor for a qualidade do material e maior for o tamanho do balão científico usado, maiores serão as chances de se atingir a máxima altitude. O problema é que quanto maior o balão, mais caro seu preço de lançamento.

A 25 mil metros de altitude, a pressão atmosférica é de apenas 3% daquela verificada no nível médio do mar. Em outras palavras, nessa altitude os instrumentos estarão experimentando 97% do vácuo espacial. A atmosfera é tão tênue que já não espalha a luz solar, tornado o céu praticamente negro.

Nesta altitude nosso balão estará dentro da camada de ozônio, experimentando um fluxo muito maior de raios ultravioleta. Além disso, estará sendo bombardeado por partículas cósmicas 200 vezes mais intensas que no solo. O frio será o desafio maior. Todos os instrumentos estarão submetidos a temperaturas extremamente baixas, da ordem de 50 graus Celsius negativos. A 33 mil metros a temperatura ultrapassa a marca de 60 graus Celsius negativos, a mesma temperatura à noite no planeta Marte!

Durante a ascensão do balão, o computador de bordo enviará dados e fará fotografias. A 27 mil metros, as lentes conseguirão enxergar o horizonte a 500 quilômetros de distância. A curvatura da Terra já é perfeitamente visível. A 33 mil metros, a distância até o horizonte se amplia ainda mais, podendo chegar a mais de 700 quilômetros. Para se ter uma idéia, essa distância é apenas quatro vezes menor que a verificada dentro da Estação Espacial!

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Fotos: O gráfico mostra as diversas camadas da atmosfera, com destaque para a estratosfera, posição onde o EPT-Pioneiro-1 deverá chegar. Na seqüência, foto feita por estudantes canadenses, com câmera acoplada a um balão científico experimental. Observe a curvatura da Terra!



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