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Quarta-feira, 28 dez 2022 - 11h05
Por Rogério Leite

Projeto Haarp dispara rajada de pulsos contra asteroide de 150 metros

Em um experimento inédito, pesquisadores estadunidenses utilizaram as gigantescas antenas do Projeto HAARP e dispararam rajadas de pulsos eletromagnéticos contra um pequeno asteroide em passagem além da orbita a Lua.

O Projeto HAARP é uma iniciativa da Universidade do Alasca e utiliza um arranjo de 180 antenas para emitir sinais eletromagnéticos contra a ionosfera, com o objetivo de estudar as mudanças climáticas.
O Projeto HAARP é uma iniciativa da Universidade do Alasca e utiliza um arranjo de 180 antenas para emitir sinais eletromagnéticos contra a ionosfera, com o objetivo de estudar as mudanças climáticas.

Não é incomum que radioastrônomos emitam sinais de radiofrequência contra asteroides. Entretanto, nesse experimento a frequência utilizada foi de 9.6 MHz, centenas de vezes menor (ondas mais longas) do que as frequências normalmente utilizadas, tipicamente nas chamadas banda S e banda X. Se nos experimentos corriqueiros o objetivo é estudar as rochas através da reflexão das ondas, no teste recente a ideia é sondar o interior do asteroide.

“As baixas frequências que estamos usando podem penetrar no asteroide, ao contrário das frequências da banda S ou da banda X, que refletem principalmente fora da superfície. Em última análise, a ideia é usar os ecos para formar imagens tomográficas do interior dos asteroides”, disse Mark Haynes, principal investigador do estudo, ligado ao Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa.

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Batizado de 2010 XC15, a rocha passou a 770 mil km da Terra no dia 27 de dezembro de 2022, quando foi atingida por centenas de pulsos curtos emitidos pelo Projeto HARRP em frequência ligeiramente abaixo de 9.6 MHz. O HAARP foi escolhido pela sua capacidade de emitir pulsos eletromagnéticos verticais de altíssima potencia, condição fundamental para atingir o asteroide distante e serem refletidos de volta com energia suficiente para serem captados.

Depois de serem emitidos, os pulsos foram refletidos por 2010 XC15 e captados pelas antenas do radiotelescópio da Universidade do Novo México e pelo radiotelescópio Owens Valley, na Califórnia.

Apophis
Conhecer a estrutura interna de um asteroide pode ser muito útil, principalmente se você precisar destruí-lo. Com os resultados do teste ainda na fase inicial, os pesquisadores esperam poder utilizar os conceitos empregados contra um objeto ainda mais assustador, asteroide Apophis. As previsões mostram que Apophis poderá atingir a Terra em 13 de abril de 2029. Assim, se o experimento funcionar para 2010 XC15, também deverá funcionar para Apophis o que permitirá fornecer dados extremamente valiosos sobre o inimigo no caso de uma defesa planetária de emergência.

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