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Terça-feira, 11 jan 2022 - 10h29
Por Rogério Leite

Sol artificial chinês bate recorde e sustenta temperatura de 70 milhões de graus

O governo chinês anunciou que o reator de fusão nuclear EAST estabeleceu um novo recorde mundial, ao sustentar por mais de 17 minutos a incrível temperatura de 70 milhões de graus, cinco vezes mais quente que o Sol, durante 17 minutos.

Reator de fusão EAST (Experimental Advanced Superconducting Tokamak) manteve a temperatura do plasma em 70 milhões de graus Celsius por 1056 segundos.
Reator de fusão EAST (Experimental Advanced Superconducting Tokamak) manteve a temperatura do plasma em 70 milhões de graus Celsius por 1056 segundos.

De acordo com o comunicado, o, avançando ainda mais o caminho para a geração de um novo modelo de fonte de energia limpa e quase ilimitada.

O reator EAST quebrou o recorde anterior, estabelecido pelo Tore Supra tokamak da França em 2003, onde o plasma em loop espiral permaneceu em temperaturas semelhantes por 390 segundos. Em maio de 2021, o EAST já havia estabelecido outro recorde funcionando por 101 segundos a uma temperatura sem precedentes de 120 milhões de ºC. Para se ter uma ideia da potência do reator, o núcleo do nosso Sol atinge temperaturas de cerca de 15 milhões de ºC.


Histórico - Energia Limpa
Há mais de 70 anos os cientistas tentam aproveitar o poder da fusão nuclear, o mesmo processo que acontece no interior das estrelas, para gerar energia controlada. A ideia é fundir os átomos de hidrogênio para produzir hélio sob pressões e temperaturas extremamente altas, o que gera enormes quantidades de energia sem produzir gases de efeito estufa ou resíduos radioativos de longa duração.

O problema é que replicar as mesmas condições encontradas no interior das estrelas não é tarefa fácil. O projeto mais simples de reatores de fusão, o Tokamak, funciona superaquecendo o plasma (gás incandescente) e então, por meio de poderosos campos magnéticos aprisiona-lo dentro de uma câmara em forma de rosquinha (donut). O objetivo é manter os rolos de plasma turbulentos e superaquecidos no lugar por tempo suficiente para que a fusão nuclear aconteça. E é aí que está o grande desafio.

Em 1958, o cientista soviético Natan Yavlinsky projetou o primeiro tokamak, mas até agora ninguém conseguiu criar um reator experimental capaz de produzir mais energia do que consome.

Um dos principais obstáculos é lidar com o plasma quente o suficiente para fundir os átomos. Os reatores de fusão exigem temperaturas muito altas – muitas vezes mais quentes que o sol – porque não podem operar sob as mesmas pressões encontradas no núcleos das estrelas.

Elevar a temperaturas do plasma em níveis mais altos que o sol é a parte relativamente fácil do processo, mas encontrar uma maneira de aprisiona-lo para que ele não rompa através das paredes do reator, seja usando lasers ou campos magnéticos, sem também arruinar o processo de fusão é que é tecnicamente complicado.

ITER}
O projeto do reator chinês EAST deve custar à China cerca de 1 trilhão de dólares e deve terminar em junho de 2022. Todos os resultados da pesquisa deverão ser usados para testar novas tecnologias de um projeto de fusão ainda maior - o Reator Experimental Termonuclear Internacional (ITER) - que está sendo construído no momento em Marselha, França.

Projetado para ser o maior reator nuclear do mundo é o produto da colaboração entre 35 países, incluindo todos os estados da União Europeia, Reino Unido, China, Índia e EUA, o ITER faz uso do ímã mais poderoso do mundo, capaz de produzir um campo magnético 280 mil vezes mais forte que o da Terra. Se tudo correr como esperado, o ITER entrará em operação em 2025 e fornecerá aos cientistas ainda mais informações sobre os aspectos práticos de aproveitar a energia das estrelas.

Em outros países, o primeiro reator de fusão viável deve ser concluído nos Estados Unidos em 2025 e uma empresa do Reino Unido espera gerar comercialmente eletricidade obtida a partir de fusão até 2030.

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